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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Porque optar por um parto consciente vai lhe causar algumas decepções

Eis um fato incontestável! Quando uma mulher e seu companheiro optam por buscar uma gestação, parto e pós-parto mais conscientes, quando essas pessoas buscam escolhas informadas, inicia-se um processo de crise com aqueles que os rodeiam, sejam familiares ou até mesmo amigos.

É impressionante como seja lá quem for esse casal/família, haja vista a mídia ter noticiado que até a Wanessa Camargo foi criticada pelo próprio pai por optar por um parto normal, o processo de conflito com a sociedade terá inicio.

Depois de observar vários casos em que o fenômeno se deu, passei a refletir sobre a razão que faz com que as pessoas se incomodem tanto com o parto alheio.

Vivemos em uma sociedade imediatista e de opiniões pouco críticas e nada profundas. A maioria esmagadora das condutas executadas são comportamentos replicados, sem que o sujeito praticante da conduta sequer tenha refletido sobre o porque de sua atitude.

O chamado parto humanizado e tudo o que engloba essa escolha nada mais é do que o retorno do poder e centro de atenção à mulher. Por isso fala-se tanto em empoderamento!

Optar por um caminho onde as escolhas são feitas é contrário a "optar" por uma cesárea sem necessidade. Isso porque sem informação segura, informação REAL, não há escolha e sim indução a participar de interesses que não o da mulher e menos ainda do bebê.

Fazer escolhas é um grito de liberdade, é retomar para si o direito que sempre foi e sempre será da mulher, a única e verdadeira protagonista desse momento. Direito que tem sido roubado, com as desculpas e motivos mais banais possíveis, por vezes fazendo com a própria gestante sinta que foi sua a escolha da cirurgia desnecessária.

Fazer escolhas na realidade em que vivemos é ser excêntrico! E não somente tendo o parto como referência. Hoje uma pessoa que escolhe, verdadeiramente falando, é considerado um lunático.

Pretender ser diferente da massa, ser uma pessoa mais consciente em qualquer aspecto da vida irá causar questionamentos e, em muitas vezes, reprovação da sociedade.

Portanto quando um casal/família optar por reivindicar seu direito de fazer escolhas durante a gestação, o parto e o pós-parto, direito esse que foi suprimido pela indústria de cirurgias cesarianas sem reais indicações, eles serão considerados loucos e como tal sofrerão toda sorte de comentários maldosos e também o inevitável desrespeito vindo de familiares e amigos.

É bastante desagradável e desgastante lidar com esse conflito, especialmente pelo fato de esperarmos apoio e compreensão daqueles que nos são mais próximos.

Penso também que muitas pessoas se sentem atacadas, e levam como ofensas pessoais o fato de não fazermos como eles fizeram. Então, o familiar/amigo que já tem filhos e por exemplo passou por uma cesárea, e na concepção desta pessoa tudo correu bem, pensa que não há porque você (a pessoa que está gestando) escolher algo diferente.

E você (que está gestando), como uma pessoa que respeita a escolha e história de cada um, não invade e julga a vida deste familiar/amigo afirmando que a cirurgia pode ter sido desnecessária, que procedimentos podem ter sido realizados contrários ao que preconiza a Organização Mundial de Saúde, que o melhor e mais seguro para mãe e bebê é sim o parto normal, e que as reais indicações de cesárea são poucas e por fim, que a taxa recomendada pela OMS é de apenas 15%, enquanto o Brasil convive com taxas de até 90% na rede privada.

É preciso que se entenda de uma vez por todas, faço esse apelo porque realmente gostaria que isso ficasse compreendido, que quem opta por um parto consciente não culpa as mulheres que passaram por uma cesárea sem real necessidade.

Não! Nós não culpamos nenhuma mulher que tenha se submetido a uma cirurgia cesariana (e tampouco culpamos as mulheres que de fato necessitaram da cesárea para salvar suas vidas e a de seus bebês!!!).

Apenas entendemos que essa mulher, que teve uma gestação saudável, sem intercorrências, e que poderia perfeitamente vivenciar a experiência do parto, não recebeu informação adequada sobre riscos e consequências. Essa mulher não teve seu direito respeitado de ser protagonista de um momento muito importante em sua vida. Essa mulher não foi informada sobre as condutas praticadas com o seu bebê, sobre a importância de respeitar o tempo dele. Essa mulher foi tratada e vista como meramente uma "mãezinha" que devia ocupar-se com os cuidados do quarto e enxoval de seu filho, enquanto o tal doutor lhe dizia que ele era o responsável pelo parto.

Nós, mulheres que escolhemos não acreditar que nossos corpos são um erro da natureza, um perigo para nossos bebês, tão mulheres quanto essa outras mulheres que tiveram seus partos roubados, apenas queremos dizer que desejamos com todo nosso coração que cada mulher levada a crer na incapacidade de seu corpo possa experimentar a alegria de ser protagonista, desejamos que partos não sejam mais roubados, que corpos não sofram intervenções desnecessárias, que bebês possam nascer no seu tempo, desejamos que profissionais não pensem somente nos seus interesses, desejamos ardentemente que pare de se dizer que o corpo da mulher é defeituoso e incapaz de parir e por isso precisa de tecnologia para fazer algo tão sagrado quanto dar à luz.

Nós desejamos que todas as mulheres possam entrar em contato com sua força e com isso possam fazer suas próprias escolhas, sejam elas em qualquer momento da vida. Nós acreditamos que toda mulher tem direito e merece atenção e cuidado durante sua gestação e é dever dos profissionais que assistem à essa mulher oferecer informação segura para que essa mulher faça escolhas INFORMADAS.

Quando a premissa de informação REAL/SEGURA não é respeitada a mulher é vítima do sistema obstétrico brasileiro. Em vista disso, a crítica que é feita em relação à cesáreas sem necessidade jamais se dirige a mulher, que é apenas uma vítima desse modelo.

Nós mulheres estamos do mesmo lado, muitas já tiveram seus partos roubados e após se darem conta disso conseguiram seu VBAC, como é o caso da cantora Wanessa Camargo.

De uma vez por todas que fique claro que a busca por um parto consciente, que assumir o protagonismo da MULHER não é um ataque a quem passou por uma cirurgia, é simplesmente um direito de toda gestante, conectar-se com seu corpo e fazer suas próprias escolhas.

Por Gabriela Bosse em www.despertarmaterno.com.br

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Muitas ...


Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.

Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte - mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.

Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.

Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho - alguém está?

Mente quem diz que mãe sente menos dor - pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê - ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar - cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. “Como esse menino cresceu”, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.

Já os filhos, ah… Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa - e mais urgente.

Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: “É por ali, filho, naquela direção”.

Por Cris Guerra.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Por que os cães vivem menos que as pessoas?

Por que os cães vivem menos que as pessoas?

Aqui está a resposta (por uma criança de 6 anos):

Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão irlandês de 13 anos de idade chamado Belker.
A família do cão, Ron, sua esposa Lisa e seu pequeno Shane, eram muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.

Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não poderia fazer nada por Belker, e me ofereci para realizar o procedimento de eutanásia em sua casa.

No dia seguinte, eu senti a sensação familiar na minha garganta quando Belker foi cercado pela família. Shane parecia tão calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Belker caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar.

O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade. Sentamo-nos por um momento nos perguntando por que do infeliz fato de que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos.

Shane, que tinha estado escutando atentamente, disse:'' Eu sei por quê.''

O que ele disse depois me espantou: Eu nunca tinha escutado uma explicação mais reconfortante que esta. Este momento mudou minha maneira de ver a vida.

Ele disse:'' a gente vêm ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?''

'' Bem, como os cães já nascem sabendo como fazer tudo isso, eles não tem que ficar por tanto tempo como nós.''

O moral da história é:

Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como:

Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para cumprimentá-los.

Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear.

Permita que a experiência do ar fresco e do vento, na sua cara, seja de puro êxtase.

Tire cochilos.

Alongue-se antes de se levantar.

Corra, salte e brinque diariamente.

Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocar.

Evite morder quando apenas um rosnado seria suficiente.

Em dias quentes, deite-se de costas sobre a grama, com as pernas abertas.

Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore frondosa.

Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo.

Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada.

Seja fiel.

Nunca pretenda ser algo que no é.

Se o que você quer, está enterrado... cavoque até encontrar.

Quando alguém tenha um mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que está aí... !

sábado, 22 de novembro de 2014

Não deixe o bebê chorar

De todas as teorias do universo materno, as que me assustam são: não dar colo para o bebê, regular a amamentação em horários cronológicos e deixar o bebê chorando. Elas me pegam na alma.

Bebes não sabem falar, nasceram em um ambiente aquático, escuro, cheio de movimento e calor e estão do lado de fora.

Precisam ser alimentados, estranham. Descobrem no peito uma maneira de ter o aconchego pleno.

Basta ver uma cadela: quando o filhote chora a mãe corre e aconchega. Bebês não choram a toa e se choram estão pedindo:

- Por favor me ajude

Ajude a dormir, a enfrentar a solidão, a lidar com a temperatura que oscila.

Quando um bebê pede colo ele está reconhecendo que você é uma segurança.

Quando você nega esse colo ele pode se acostumar com a negligência e resignar-se. Mas ele não está feliz.

Eu adoro o conceito: permita que as crianças sejam dependentes no momento em que podem ser, para que sejam independentes para toda a vida.

O que mais vejo neste mundo são pessoas dependentes e resignadas.

Dependentes de comida, de medicamentos, de sexo, de necessidade de aceitação.

São, algumas vezes, sobreviventes de pequenos ou grandes abandonos.

Algumas vezes vendo esses programas que difundem a idéia da Torturadora de bebês eu sinto algo inexplicável: eu choro com a mãe que chora, com o filho que dorme soluçando.

Não há nada mais fácil e prazeroso para mãe e bebê do que deitar junto com o bebe e dormir agarradinho.

É tão rápido que eles crescem. O que são 3 anos diante de uma vida toda?

Queremos tanto a independência precoce, exaltamos isso como troféu e depois questionamos onde se perdeu esse fio.

Eu vejo idosos abandonados com cuidadores ou em asilos e vejo ali o reflexo de uma sociedade que fecha os olhos para os dependentes trocando o amor por tecnologia, chupeta, mamadeira, berço que balança e no fim, uma cama fria e olhos de uma profissional contratada.

Assim começa a vida, assim ela termina. No meio um grande vazio que tentamos preencher. Um vazio cultivado em nome dessa ilusória independência precoce.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O valor de uma dona de casa

Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão.
Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
‘Será que a minha mulher passou mal?’ ele pensou.
‘Será que alguma coisa grave aconteceu?’
Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia.
A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordando água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: Que diabos aconteceu aqui em casa?
Por que toda essa bagunça?
Ela sorriu e disse:
- Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta:
- Afinal de contas, o que você fez o dia inteiro dentro de casa?’
- Bem… Hoje eu não fiz nada, FOFO !!!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bebê quando acorda de Noite

Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu. Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei andam tudo é tão novo pra mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar.

Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre seu, gu-gu dá-dá!

(Texto distribuído no Curso de Gestantes da Maternidade Nossa Senhora de Fátima, Curitiba, PR)

Texto de Claudia Rodrigues autora do livro "Mamães mais que Perfeitas"

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto antes da hora

É possível alfabetizar uma criança com menos de 7, 6 ou até 5 anos de idade? Sim, é possível alfabetizar muito cedo uma criança. Mas será uma alfabetização significativa? Que comprometimentos podem advir do que entendemos como aceleração da alfabetização? Qual é o ganho efetivo para a criança?

Ouço muitas vezes no consultório os pais preocupados com o futuro caminho profissional definido pelo vestibular de seu filho ou filha de apenas 3, 4, 5 anos. Quando pergunto aos pais o que eles entendem do brincar de sua criança, geralmente respondem que é apenas um passatempo, exceto pelos jogos de raciocínio. Eles consideram importante preparar a sua criança para a vida, para a competição do mundo, para uma profissão que lhe dê “felicidade” – palavra quase sempre atrelada a “dinheiro”.

No entanto, se olhamos a criança quando ela está brincando, fantasiando, subindo em árvores ou correndo com outras crianças, verificamos um universo muito particular no qual ela desenvolve capacidades e uma confiança que, muitas vezes, não encontramos no universo dos adultos bem sucedidos. É por esse motivo que nas escolas Waldorf nós defendemos que até pelo menos os 6 ou 7 anos a criança simplesmente… brinque. O tempo que alguns julgam que ela “perde” por não ser rapidamente alfabetizada, ela na verdade ganha, acumulando forças internas para poder enfrentar o mundo que às vezes tanto preocupa os adultos.

Há quase 100 anos da fundação da primeira escola Waldorf na Alemanha, baseada em uma concepção de mundo denominada de Antroposofia, elaborada por Rudolf Steiner, confiamos cada vez mais nos resultados dessa prática, hoje disseminada em mais de 3 mil instituições em todo o mundo (com cerca de 25 escolas no Brasil, e dezenas de jardins de infância) orientando educadores quanto a essa questão. A antropologia antroposófica reconhece a importância do desenvolvimento físico, anímico e espiritual do ser humano em formação. Os sete primeiros anos da criança, por exemplo, representam uma fase de grande dispêndio de energia para preparar toda uma condição física. Isso se evidencia em um desenvolvimento neurológico e sensorial que tem sua expressão no domínio corporal, na linguagem oral, na fantasia, na inteligência.

Contudo, é na atividade do brincar que essas capacidades são desenvolvidas com alegria e seriedade, com atenção e responsabilidade, com segurança e confiança em um mundo bom, que não exige da criança além de suas possibilidades, ou seja, uma entrada precoce no mundo adulto. E alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto (para o qual ela não está preparada, portanto) antes da hora, um gasto de energia que poderá fazer falta na vida futura dela.

Em minha experiência docente, assim como psicopedagógica, sempre constato que, para uma criança pequena, o código alfabético é estéril, sem cor, sem beleza, pois é abstrato e desconhecido. Mesmo depois de alfabetizada, é o desenho que representa tão significativamente as suas vivências. Podemos verificar tal condição quando estudamos a escrita gráfica de nossos antepassados longínquos e a forma de comunicação de nossas crianças, o desenho. A escrita do povo egípcio, os hieróglifos, é a representação objetiva da realidade, ou seja, a re(a)presentação do mundo sensório pelo desenho. Mas quando em 3.000 a.C. surgiu a escrita fonética dos fenícios, ocorreu um distanciamento dessa forma de expressão, porque as letras não tem mais relação direta com os elementos do mundo circundante.

O desenho da criança é a forma de comunicação natural, semelhante aos antigos egípcios, que revela seu universo infantil com o código que lhe é caro e próprio. Quando a sua criança lhe mostra um desenho que tenha feito, ela está lhe contando como vê o mundo, como se sente, se está alegre ou triste. Não é só a escrita que é capaz disso.

Nas escolas Waldorf a alfabetização pelo código fonético inicia-se pelo desenho, de forma lenta e gradual, a partir dos 6 1/2 ou 7 anos, mas o desenho e a pintura correm em paralelo por toda a escolaridade, como uma forma de comunicação tão importante quanto nossa linguagem escrita.

A pedagogia Waldorf pressupõe que o professor, realizador dessa pedagogia, conheça o ser humano em seu desenvolvimento geral, respeite o contexto sociocultural em que o aluno está inserido e sua individualidade, saiba organizar seu ensino privilegiando a brincadeira, o canto, a dança, para que a alfabetização (e qualquer outro conteúdo de ensino) tenha significado e seja efetiva.

O brincar da criança, seu desenho, sua imaginação e sua criatividade, fazem parte de seu aprendizado sobre o mundo e sobre si mesma. O brincar representa o princípio lúdico que embasa as atividades dinâmicas e artísticas e pode orientar toda a prática docente, mas que também dá significado ao ensino-aprendizado, pois pode expressar o motivo, assim como, o vínculo afetivo com o professor e com o conteúdo.

Termino com uma frase do filósofo Friedrich Schiller: “O homem só brinca ou joga enquanto é homem no pleno sentido da palavra, e só é homem enquanto brinca ou joga”.

Texto de Sueli Pecci Passerini, publicado no caderno Aliás do jornal O Estado de São Paulo, p. J8, 30/9/12. (Versão revista em 9/11/12). Retirado do grupo Pedagogia Waldorf para a Família, no Facebook.

Sueli Passerini é Doutora em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), professora da FAAP e autora de O Fio de Ariadne – um caminho para a narração de histórias, 3a. ed., São Paulo: Editora Antroposófica, 2011. Integra a Aliança pela Infância e é professora dos cursos de pós-graduação em Pedagogia Waldorf no Centro Universitário Italo Brasileiro de São Paulo e Universidade Santa Cecília de Santos.

Fonte: http://www.coisademae.com/2013/05/alfabetizar-precocemente-significa-empurrar-a-crianca-para-o-mundo-adulto-antes-da-hora/

Canta sua Canção

Existe uma tribo na África, onde a data de nascimento de uma criança é contado não a partir de quando eles nasceram, nem a partir de quando elas são concebidas, mas desde o dia em que a criança era um pensamento na mente de sua mãe. E quando uma mulher decide que ela vai ter um filho, ela sai e senta-se debaixo de uma árvore, sozinha, e ela escuta até que ela possa ouvir a música da criança que quer vir. E depois que ela ouviu a música desta criança, ela volta para o homem que será o pai da criança, e ensina a ele. E então, quando eles fazem amor para conceber fisicamente a criança, eles cantam a canção da criança, o tempo todo, como uma maneira de convidá-la.

E então, quando a mãe está grávida, a mãe ensina a música que da criança para as parteiras e as mulheres mais velhas da aldeia, para que quando a criança nascer, as velhas e as pessoas ao redor dela cantarão a canção da criança para recebê-lo. E então, quando a criança cresce, os outros moradores conhecem a canção da criança. Se a criança cai, ou dói seu joelho, alguém pega e canta sua canção para ele. Ou talvez a criança faz algo maravilhoso, ou passa pelos ritos de puberdade, então, como uma forma de homenagear essa pessoa, as pessoas da aldeia cantam sua canção.

Na tribo Africana há outra ocasião na qual os aldeões cantam para a criança. Se em algum momento durante a sua vida, a pessoa comete um crime ou ato social aberrante, o indivíduo é chamado ao centro da vila e as pessoas da comunidade forma um círculo ao seu redor. Em seguida, eles cantam sua canção para ele.

A tribo reconhece que a correção para o comportamento anti-social não é a punição, que é o amor ea lembrança de identidade. Quando você reconhece a sua própria música, você não tem nenhum desejo ou necessidade de fazer qualquer coisa que possa ferir o outro.

E vai este caminho através de sua vida. No casamento, as músicas são cantadas, juntas. E, finalmente, quando a criança está deitada na cama, agora ancião, pronto para morrer, todos os moradores conhecem sua canção, e cantam pela última vez, a música para essa pessoa.

Você pode não ter crescido em uma tribo Africana que canta sua canção para você nas transições cruciais da vida, mas a vida é sempre lembrá-lo quando você está em sintonia com você e quando você não está. Quando você se sentir bem, o que você está fazendo jogos sua canção, e quando você se sente horrível, isso não acontece. No fim, todos nós reconheceremos as nossas canções e cantaremos bem. Você pode sentir um pouco ansioso no momento, mas todos os grandes cantores também tem. Basta continuar a cantar, e você vai encontrar o seu caminho de casa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ter filho vicia. Porque?

http://caroldarcie.tumblr.com/post/90076752169/ter-filho-vicia-por-que

AS 50 COISAS QUE NINGUÉM CONTOU SOBRE MATERNIDADE

Que antes do amor tomar conta, muitas vezes, o que toma conta primeiro é o choque;
• Que sair da maternidade e encarar o mundo com um bebê nos braços é assustador;
• Que quando chegamos em casa, simplesmente não sabemos o que fazer com o bebê;
• Que o leite pode demorar para descer;
• Que amamentar pode doer (muito);
• Que trocar fralda e dar banho podem não ser tarefas tão difíceis como imaginamos (ou se tornam fichinha perto do resto);
• Que nunca nos sentiremos tão inseguras na vida;
• Que vamos chorar, muito, nos primeiros dias;
• Que ter quatro horas de sono diárias é um luxo;
• Que comer uma refeição quente é outro luxo;
• Que apesar de mortas, vamos nos negar a dormir;
• Que, simplesmente, não conseguimos nos separar daquela coisa minúscula e apaixonante (é visceral);
• Que dificilmente vamos conseguir cumprir o que foi planejamos;
• Que vamos perder o controle;
• Que a nossa casa vai virar um caos;
• Que vamos nos pegar fazendo coisas que jamais imaginamos (e juramos, de pés juntos, não fazer);
• Que vamos pagar a língua;
• Que também vamos pedir colo;
• Que vamos orar, pedir, implorar e fazer promessa;
• Que vamos esquecer de comer e de ir ao banheiro;
• Que vamos passar o dia de pijama;
• Que vamos passar dias sem sequer lembrar que cosméticos e maquiagem existem;
• Que vamos ficar meses sem fazer a unha;
• Que vamos ficar quase carecas;
• Que nossa memória vai para o beleléu;
• Que choro pode ser a coisa mais desestabilizante do mundo (será que alguém já pensou em empregá-lo como técnica de tortura? Fica a dica!);
• Que vamos deixar o pediatra louco de tanto ligar;
• Que vamos colocar o peito para fora na frente de quem quer que seja (e nem perceber);
• Que vamos esquecer o peito de fora em muitas situações;
• Que cólicas de bebê podem aparecer não só uma, mas duas vezes ao dia;
• Que dar comida para um bebê pode ser uma das tarefas mais desafiadoras do universo;
• Que vamos querer ficar sozinhas;
• Que vamos querer, desesperadamente, ajuda;
• Que vamos começar a ter ainda mais medo do futuro;
• Que vamos ter vontade tacar fogo em todos livros sobre maternidade que lemos;
• Que vamos ter que enfrentar muitos, mas muitos, muitos, muitos pitacos;
• Que vamos ter vontade de fugir do país (algumas vezes sem o filho);
• Que há gente sem noção. Muuuuuuuito sem noção;
• Que vamos ter que nos controlar para não matar alguém;
• Que vamos nos tornar ciumentas e extremamente possessivas (mas que também passa);
• Que vamos levar mais tempo do que imaginávamos para voltar à nossa antiga forma e peso (ou que isso poderá acontecer muito antes do que pensamos);
• Que os dias não passam, mas que as semanas e meses voam;
• Que sempre que acharmos que algo está resolvido, muda tudo de novo;
• Que não há felicidade que sempre dure, nem há mal que nunca acabe;
• Que entenderemos nossas mães como nunca na vida;
• Que aprendemos, como nunca na vida, a sermos fortes e corajosas;
• Que descobrimos ter uma força sobre humana;
• Que as coisas passam a ter o seu real sentido e significado;
• Que nunca mais seremos as mesmas;
• E que tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, vale a pena. Cada instante. Por mais difícil que seja.

Por Shirley Hilgert, autora do blog Macetes de Mãe

www.macetesdemae.com

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Cada um escolhe como PARIR!

Cada Mulher tem o direito de escolher PARIR como quiser e como as suas condições físicas, psicológicas e financeiras permitirem. Então não venha falar mal de Parto Normal pra mim porque mesmo nunca passando por um, sei exatamente o que quero e não preciso ficar ouvindo histórias da carochinha de partos que aconteceram e tiveram suas complicações, seus monstros e suas dores, por que cada um é cada um, cada lugar é cada lugar e cada momento é cada momento.

Sei exatamente o que eu quero pra mim e pra minha Filha e a sua opinião (me desculpe) não vai mudar em nada os planos que Deus tem para nós.

Eu quero estar em um lugar onde me recebam com a maior alegria do mundo, pq Parto não é doença, é a alegria de trazer uma nova vida ao mundo. Quero me sentir bem, em um lugar que eu me sinta em casa, (eu qria mesmo parir em casa), quero ser respeitada no momento mais lindo da minha vida, quero que me deem de comer e de beber dentre uma contração ou outra, quero que conversem comigo e não me abandonem de canto, quero ser paparicada, quero que me tirem todas as minhas dúvidas, quero palavras de conforto quando eu achar que não consigo mais, quero estar ao lado de pessoas que eu amo, quero meu marido segurando minha mão e ansioso pra conhecer a filha que também é sua, quero ficar na posição que eu me sentir mais confortável, quero estar sentada ou de pé, parada ou caminhando, na banheira ou no chuveiro, quero estar livre. Quero ter minha filha com respeito, e ver que todos alí naquele momento esperam por isso ansiosos. Quero ser dona do meu próprio parto, quero parir a minha filha e não que a tirem de mim. Quero que ela venha direto pro meu colo, que eu possa conhecer cada detalhe dela e que ela conheça a mãe que esperou por ela não só durante 9 meses, mas por vários anos. Quero meu #PartoHumanizado!!!
E ao contrário do que muitos pensam, hospital nenhum me traz segurança, o que me traz segurança é ser guiada e sustentada pelas mãos do meu Deus. Porque o que eu menos quero é ir para um hospital, esperar ser atendida, pra me levaram pra uma sala onde vão me obrigar ou até me amarrarem em uma maca, me ligarem em mil aparelhos, me colocarem no soro ao lado de uma mesa com fórceps, anestésicos, agulhas e encaminhamento pra sala cirúrgica, e caso eles sintam que é apropriado, deixarem meu marido entrar apenas na hora em que eles acham que a minha filha vai nascer. Não quero me sentir um animal indo pro matadouro, não qro me sentir em um açougue. E ver que ninguém ali está se importando com você, pq eles devem ter feito esse procedimento várias vezes ao dia e está só esperando você "andar logo" para que as outras mães possam usar a maca que vc está ocupando. Não quero ver minha filha como uma peça de carne sendo levada pro berçário sem ao menos eu abraça-la, tocá-la, senti-la, conhecê-la. Não quero esse parto normal que normal pra mim não tem em nada.

Quanto a dor.. todo #Amor compensará..!

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; 1 Coríntios 13:4-8

Fonte: http://relatosdamamae.blogspot.com.br/2014/02/cada-um-escolhe-como-parir.html?m=1

terça-feira, 6 de maio de 2014

"Eu sou bom"

Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito. Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas… que ele já fez.

A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade.

Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro. Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente:

“Eu sou bom”
Sawabona Shikoba!

SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
“Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim“

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é:
“Então, eu existo para você“

Sawabona Shikoba

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.

Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é "ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ".

Por:
Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil.
Conheça o Instituto de Psicoterapia de São Paulo.
Confira o programa "No Divã do Gikovate" que vai ao ar todos os domingos das 21h às 22h na Rádio CBN (Brasil), respondendo questões formuladas pelo telefone e por e-mail gikovate@cbn.com.br
Email: instituto@flaviogikovate.com.br

Trabalho

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!

Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!

Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!

Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis!

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar - todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!

E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém...
...as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...

Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA... APROVEITE-A!!!

Tire o pó... se precisar...
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !
Tire o pó... se precisar...

Mas você não terá muito tempo livre...

Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó... se precisar...

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente....

- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó... se precisar...
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...

E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!

Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

AFINAL:

"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

Desconheço o autor...